Amazonas Destaques Política

Sidney Leite questiona ministra do Meio Ambiente sobre retirada da BR 319 do PAC

POLÍTICA – Sidney Leite, deputado federal pelo PSD do Amazonas, questionou na última quarta-feira (30), a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, durante reunião na Comissão de Minas e Energia, sobre o licenciamento da BR 319 que ficou fora do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. 

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 11 de agosto, vai investir R$ 29,6 bilhões em obras em Rondônia, que tem interligação com o Amazonas por meio da BR 319, que não foi incluída no plano final.

Sidney relembrou a dificuldade do estado no acesso ao oxigênio durante a pandemia, devido o isolamento terreste, matando milhares de pessoas, e destacou a importância dessa rodovia para a economia da Amazônia Ocidental e do oeste do estado do Pará que passam a ter ligação direta com o país.

De acordo com o parlamentar, para a ministra é preciso ter um tripé de viabilidade ambiental, econômica e social  para que a obra seja realizada, o que foi refutado por Leite com um estudo do Banco Mundial, que coloca a logística do estado como um dos maiores gargalos no aumento de arrecadação do PIB que pode chegar a 38%.

“Se os números do Banco Mundial por si só não é justificativa para o ponto de vista econômico, não consigo saber o que mais seria. Agora do ponto de vista ambiental, não podemos punir a população e o empreendedor pela incapacidade e omissão do Governo Federal e Estadual em tratar essa possibilidade de desmatamento com a pavimentação da rodovia”, destaca.

O deputado chamou atenção ainda para os gastos em manutenção que superam a casa do bilhão, só nos últimos dois anos.

“Nos últimos dois anos o investimento em manutenção dessa BR já passou um bilhão e quinhentos mil reais, ou seja, todo ano se coloca dinheiro para manutenção de uma estrada que vive em dificuldade, então eu não acho nem razoável nesse sentido”, afirma.

Para a ministra a demanda é legítima do ponto de vista social mas altamente preocupante do ponto de vista ambiental devido a grande extensão de floresta do trecho da estrada.

“Eu costumo dizer que o Ibama nem facilita e nem dificulta. Mas a BR do ponto de vista social é muito importante e o pedido é legítimo, mas quando pensamos no ambiental ele se torna preocupante, e quando pensamos no econômico, é uma questão a ser tratada. Ainda que exista o traçado da estrada, você tem um trecho muito grande de floresta”, disse.

Marina pontuou ainda a importância da preservação principalmente para o Amazonas que já foi o estado mais preservado na região Norte e hoje ocupa a terceira posição no ranking.

“O estado do Amazonas já foi o mais preservado da região, mas hoje infelizmente ocupa a terceira posição em desmatamento, já tendo ocupado inclusive a segunda posição. Quando eu fui ministra de 2003 a 2008 e naquela época não existia viabilidade econômica ou ambiental comprovada e uma estrada quando se faz ela é importante para carregar passeiro e todo mundo sabe disso mas é preciso analisar o investimento econômico associado a um empreendimento dessa magnitude que é asfaltar uma estrada”, conta a  ministra.

O presidente Lula afirmou em entrevista que um estudo de viabilidade técnica será realizado pelo gabinete da Casa Civil, para que não aconteça de forma precipitada.

“A questão ambiental é muito crítica nessa parte da Amazônia. O que nós decidimos agora no PAC? Ao invés da gente colocar de forma precipitada ou a gente dizer que não vai colocar de forma precipitada, nós decidimos construir um grupo especial para dar a palavra definitiva”, garantiu.

***Com informações de assessoria

Related posts

Alemanha é eliminada da Copa mesmo com vitória sobre Costa Rica

Redação

Etech apresenta projeto de bancada para alfabetização de pessoas do espectro autista em Congresso Nacional de Educação

Redação

Ministra do TSE manda tirar do ar vídeo que liga Lula a crimes

Redação

Deixe um comentário