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Ataques cibernéticos representam risco de paralisação para empresas do PIM, alertam especialistas

MANAUS – Só no primeiro semestre do ano passado, o Brasil sofreu mais de 300 mil ataques cibernéticos, algo que pode atingir empresas, instituições públicas e até mesmo o cidadão comum. Sob o risco de paralisar uma linha de produção inteira e afetar toda uma cadeia produtiva, essas invasões foram alvo de debate no Cyber Security Roadshow, evento especializado em segurança cibernética, realizado pela FPFtech (Fundação Desembargador Paulo Feitoza) em parceria com a TI Safe. 
O encontro reuniu representantes das principais companhias do Polo Industrial de Manaus (PIM), com o objetivo de discutir os desafios e soluções para proteger infraestruturas críticas em meio à crescente ameaça de ataques cibernéticos. Esse, aliás, é um tema recorrente entre as empresas, segundo o superintendente-adjunto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Waldenir de Souza Vieira.
“As empresas do PIM têm muito interesse no desenvolvimento de soluções para esses problemas, pois um ataque cibernético em uma empresa pode vir a parar uma linha de produção e trazer complicações aos processos na indústria. A Suframa tem tratado sobre isso dentro dos seus próprios processos, mas todos os ramos da indústria têm essa preocupação, até porque estamos falando de muitos segredos industriais que podem ficar vulneráveis”, reforçou o superintendente. 
Thiago Branquinho, CTO da TI Safe, alertou para a proximidade dos riscos de segurança cibernética, destacando que ataques hackers podem estar muito mais próximos do que se pode imaginar. Branquinho ressaltou o Ransomware como a principal ameaça, desenvolvido por criminosos para extorquir usuários a acessarem seus próprios sistemas ou arquivos apenas mediante o pagamento de resgate.
Para Thiago Branquinho, quando se fala no universo corporativo, é importante ainda proteger toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores. “Um ataque voltado à cadeia de fornecimento pode trazer estragos. É preciso proteger não só a empresa do produto final, mas toda a cadeia de fornecimento, algo que as empresas têm se preocupado cada vez mais. Não existe uma bala de prata, mas uma série de medidas que envolve o treinamento de pessoas e criar camadas de proteção a esses ataques”, alertou Branquinho. 
Ricardo Moura, gerente de projetos da FPFtech, apresentou no evento a iniciativa de Digital Twin como ferramenta de digitalização de processos e antecipação de problemas no mundo digital antes que se concretizem no mundo real. “Os gêmeos digitais servem para conectar o mundo físico a uma grande nuvem de informações que deverão ser tratadas, alimentando um modelo de simulação com esses dados que vêm do mundo real. Com isso, conseguimos prever situações no universo digital e resolver de maneira prática”, explicou Moura.
O engajamento das empresas com o assunto no evento evidenciou a importância de se investir em tecnologia e capacitação para proteger infraestruturas críticas, reforçando a necessidade de as empresas estarem preparadas para enfrentar os desafios da segurança cibernética. 

***Com informações de assessoria

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