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Mineradoras firmam acordo para avaliar produção de terras raras no Amazonas

Um acordo colaborativo foi firmado entre a Mineração BBX do Brasil, responsável por identificar terras raras em Apuí (a 453 quilômetros de Manaus), e a empresa asiática Southern Alliance Mining (SAM). A parceria visa a avaliação de oportunidades relacionadas ao projeto de extração de minérios no município, já em fase de licenciamento ambiental.

Firmado no domingo (19/04), o acordo estabelece uma base para que as empresas analisem aspectos técnicos, comerciais e logísticos relacionados à produção e comercialização de terras raras.  A parceria prevê, também, a troca de informações, a avaliação de possíveis parcerias estratégicas, acordos de fornecimento e o estudo de eventuais estruturas de cooperação, como joint ventures, ainda em estágio inicial de discussão.

Segundo o diretor-presidente da BCM, Andrew Reid, a parceria busca combinar a experiência operacional da SAM com o potencial do projeto brasileiro. “Essa colaboração nos permite avaliar como podemos integrar conhecimento técnico e comercial para avançarmos, de forma eficiente, no desenvolvimento do projeto e na futura inserção de produtos de terras raras no mercado”, afirmou.

A parceria entre a BBX do Brasil e a SAM é mais um passo para a viabilização do projeto em Apuí, que detém as terras raras mais ricas do mundo, com 41,5% de pureza em magnéticos – praseodímio, térbio, disprósio e neodímio. A avaliação consta em análise realizada pela Organização Australiana de Ciência e Tecnologia Nuclear (Ansto).

Para a extração desses minérios, poderá ser utilizada a técnica conhecida como lixiviação in situ (ISR), método já aplicado em depósitos de terras raras do tipo argila iônica em países asiáticos. Nesse processo, soluções lixiviantes são injetadas no solo por meio de poços, promovendo a recuperação dos elementos de terras raras sem a necessidade de escavações convencionais, ou seja, com menor impacto ambiental em relação à mineração tradicional.

Descoberta e impacto ambiental

Em Apuí, as terras raras foram identificadas pela BBX do Brasil em 2023, durante campanhas de exploração mineral na região. Desde então, o projeto tem avançado com base em estudos que indicam a presença de depósitos do tipo argila iônica, semelhantes aos encontrados em países asiáticos.

Análises realizadas pela BBX, com apoio de instituições especializadas, indicam uma elevada proporção de elementos de terras raras magnéticas, como o neodímio, praseodímio, disprósio e térbio em Apuí. Os elementos são utilizados em diversos segmentos da indústria e estão presentes na fabricação de veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

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