A Polícia Civil do Amazonas, por meio do 61º Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Boca do Acre, cumpriu, na terça-feira (25/08), por volta das 11h00, mandado de prisão preventiva em desfavor de um homem investigado pela prática, em tese, do crime de estupro de vulnerável. A prisão foi realizada na residência do investigado, no município de Boca do Acre/AM, após diligências da equipe policial para o cumprimento da ordem judicial.
A investigação é conduzida no âmbito do Inquérito Policial nº 18196/2026 e apura a possível prática de crimes contra a dignidade sexual envolvendo três vítimas, todas pertencentes ao núcleo familiar do investigado. Conforme apurado no procedimento, os fatos teriam ocorrido quando as vítimas ainda eram crianças.
De acordo com os elementos reunidos durante a investigação, os relatos apontam para um padrão semelhante de atuação, no qual o investigado supostamente se valia do vínculo de parentesco e da relação de confiança para se aproximar das vítimas, mediante oferta de presentes, dinheiro, doces ou sorvetes, buscando momentos em que elas estivessem sem supervisão de adultos. Os relatos também mencionam ameaças para que os fatos não fossem revelados.
Durante as investigações foram colhidos relatos das vítimas e de familiares, além de escuta especializada, elementos que fundamentaram a representação da Autoridade Policial pela decretação da prisão preventiva.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva considerando, entre outros fundamentos, a necessidade de garantia da ordem pública, o risco de reiteração delitiva e a necessidade de resguardar as vítimas e testemunhas durante a continuidade das investigações.
Após o deferimento judicial e a expedição do respectivo mandado de prisão, a equipe do 61º DIP realizou diligências e localizou o investigado em sua residência, onde a ordem judicial foi cumprida na manhã desta terça-feira.
Após os procedimentos de praxe na unidade policial, o preso permanecerá à disposição do Poder Judiciário.
A Polícia Civil do Amazonas reforça seu compromisso com a apuração rigorosa de crimes praticados contra crianças e adolescentes e ressalta a importância de que situações de violência sexual sejam comunicadas às autoridades competentes, possibilitando a adoção das medidas de proteção às vítimas e a responsabilização dos envolvidos, observados o devido processo legal e a presunção de inocência.