Manaus (AM) – Amazonas, o Partido Social Democracia Brasileira (PSDB) contará, nas eleições deste ano, apenas com candidatos a deputado estadual, deputado federal e senador. Ao Governo do Estado, o partido não terá candidato e não vai apoiar nenhum dos aspirantes à vaga, segundo informou, nesta segunda-feira (12/01), o senador Plínio Valério, em entrevista ao programa Meio Dia com Jefferson Coronel.
“Para o Governo do Amazonas, nós (do partido) não conseguimos formar um quadro para apontar quem possa competir com esse pessoal que está aí. Nós não vamos apresentar candidato ao governo e a tendência majoritária do partido é não apoiar nenhum candidato”, disse o parlamentar.
O senador disse, ainda, que tem um laço estreito com o senador e pré-candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), porém não o apoiará. “O Omar é meu irmão, meu companheiro, gosto muito dele, mas não podemos, dessa vez, estar coligados. A tendência é o PSDB sair com candidaturas ao Senado, de deputado estadual e deputado federal”, pontuou.
Um dos motivos de não apoio a Aziz é o fato dele estar ligado ao presidente Lula (PT), que deve vir candidato à reeleição, conforme Valério. “Eu sou da oposição e o Omar é da base do governo (federal). Então, seria incoerência”, justificou.
Já quem deve disputar a vaga ao Senado pelo PSDB é o próprio parlamentar, que tentará a reeleição. “Essa eleição é o momento de a gente ver quem faz o trabalho correto e quem não faz. Eu fiz o meu trabalho e, agora, chegou o ano da reeleição. Então, sou pré-candidato à reeleição”, anunciou.
Outros pontos
Além das eleições, o senador também conversou com os jornalistas Jefferson Coronel e Gerson Severo Dantas sobre a situação da Venezuela, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Organizações Governamentais (ONG) e o Banco Master.
Na ocasião, o parlamentar também falou sobre o veto do presidente Lula ao Projeto de Lei (PL) que prevê a redução de penas dos condenados, dentre os quais o ex-presidente Jair Bolsonaro, por atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e pela tentativa de golpe de Estado.
“Nós vamos derrubar o veto na primeira reunião do Congresso. Inclusive, o ideal seria a anistia ampla, geral e irrestrita. Anistiar é um ato cristão, de quem é desenvolvido espiritualmente e justo”, finalizou o senador.
Texto: Richard Rodrigues